O desconhecimento sobre como se processa determinada abordagem terapêutica pode levar alguém a recusar algo que lhe seria benéfico. Para o evitar, indico de seguida o que esperar de uma sessão individual de constelações familiares.
Criadas por Bert Hellinger, as Constelações Familiares constituem uma abordagem terapêutica que pode ser realizada em grupo ou individualmente. Em ambos os casos, são uma valiosa ferramenta, que ajuda a revelar e equilibrar dinâmicas familiares ocultas, as quais podem estar a contribuir para bloqueios, problemas, questões emocionais ou padrões de comportamento, prejudicando a vida da pessoa que busca acompanhamento.
Durante a sessão – que pode ser presencial ou online – o terapeuta/constelador utiliza bonecos (há quem use os da Playmobil, por exemplo), figuras ou outros elementos simbólicos para representar a pessoa, os seus familiares e outras entidades relevantes, como emoções, entre outras.
Etapas de uma sessão individual de Constelações Familiares
É possível identificar algumas etapas que, em termos genéricos, tendem a acontecer ao longo de uma sessão individual de Constelações Familiares (ainda que possam ser encontradas algumas variações).
1 – Preparação: O terapeuta/constelador começa por fazer algumas perguntas, com o objetivo de compreender o tema ou problema que a pessoa deseja abordar. No caso de as Constelações estarem a ser integradas num processo terapêutico – por exemplo, em contexto de Terapia Transpessoal, em que são usadas diversas técnicas ao longo do acompanhamento – esta fase poderá ser abreviada, já que o terapeuta está a par da história e poderá até ter partido de si a sugestão de recorrer às Constelações Familiares como forma de favorecer a exploração aprofundada de alguma questão.
2 – Seleção de elementos: À medida que o terapeuta vai solicitando, a pessoa escolhe os bonecos ou figuras para se representar a si e a diferentes elementos da família ou outras entidades.
3 – Configuração da constelação: As figuras vão sendo colocadas pela pessoa no espaço de trabalho indicado pelo terapeuta de forma intuitiva, sem reflexão associada.
4 – Observação e intuição: O terapeuta guia a pessoa, levando-a a observar/perceber a configuração criada pela constelação e os sentimentos que emergem, ajudando-a a detetar lealdades invisíveis, etc.
5 – Processo de sanação: O terapeuta pode sugerir frases de sanação ou meditações/visualizações, bem como outros exercícios, para ajudar a resolver questões e repor o equilíbrio.
6 – Conclusão: A pessoa tende a sentir uma maior compreensão dos problemas que a afetam e das raízes dos mesmos no sistema familiar, beneficiando de uma sensação de alívio e clareza.
Constelações Familiares e Terapia Transpessoal
No caminho de acompanhar o outro e de me colocar ao seu lado para ajudar a clarificar questões, desatar nós, atravessar dores, sentir a origem de bloqueios e contribuir para os ver e ultrapassar, procuro munir-me de diversas ferramentas e técnicas. Nesse sentido, passei a integrar também as Constelações Familiares, que podem ser usadas enquanto abordagem individual ou integradas num processo de acompanhamento terapêutico, por exemplo, em Terapia Transpessoal.
Caso pretenda explorar esta abordagem terapêutica ou tenha alguma dúvida ou questão sobre a sessão individual de Constelações Familiares ou de Terapia Transpessoal com Constelações, fique à vontade para me contactar.
“O essencial é simples.”
Bert Hellinger